My School is Cool

My School is Cool valoriza a arte como forma de expressão

Antoni Gaudí e Vik Muniz ganharam destaque na “XXIII MiraExpo do Saber – Conhecer para Preservar”, realizada no dia 30 de setembro, como fontes de inspiração para os trabalhos do projeto My School is Cool.

“O My School is Cool é um projeto que reúne a escola inteira, em que os alunos compartilham conhecimentos e interagem, trocando experiências, emoções e descobertas. Tudo isso em inglês”, define a coordenadora pedagógica Jucymar Boccazio. Este ano, o projeto enfatizou as artes como uma forma de expressão e diálogo com o mundo. Os alunos foram incentivados a conhecer e saber como se expressam Antoni Gaudí e Vik Muniz.

Inspiração e experimentação

“Eles pesquisaram e puderam experimentar diferentes técnicas utilizadas como forma de expressão para se colocar no mundo. As cores das torres de Gaudí encantaram os pequenos, por exemplo. Para eles, foi muito interessante ver como naquela época, em que não havia as tecnologias que existem hoje, Gaudí fazia esse trabalho de arquitetura. Foi encantador”, diz Jucymar.

As turmas da Educação Infantil produziram esculturas com materiais reciclados como se fossem os fragmentos cerâmicos utilizados pelo arquiteto e fizeram releituras de construções como Casa Batlló, Templo Expiatório da Sagrada Família e Casa Milá. “Todo mundo trabalhou o mesmo tema de diferentes formas. Fizeram bancos, torres e alguns escolheram representar a salamandra, elemento presente nas construções arquitetônicas de Gaudí, como no Parque Guell”, diz Jucymar.

Arte que instiga a fantasia

O Ensino Fundamental conheceu o trabalho de Vik Muniz e as diferentes séries que ele produziu. “Os alunos acharam inusitado o artista usar materiais que não são comuns, como alimentos, para reproduzir sua arte. Também ficaram impressionados com a série Castelos em grãos de areia, que uniu conhecimento científico e arte. Nessa série, Vik Muniz e Marcelo Coelho, pesquisador do MIT (Massachusetts Institute of Technology), criaram desenhos microscópicos de castelos em grãos de areia, num processo que envolvia tecnologia antiga e inovadora. Isso mexeu com a fantasia deles! Os alunos fizeram produções textuais imaginando as histórias que poderiam ter acontecido naqueles castelos, que são reais e foram gravados em microscópicos grãos de areia”.

Mas o encantamento não parou por aí. A série que mais impactou as turmas foi a que retratou o reaproveitamento de lixo. Eles puderam pesquisar a questão do aterro sanitário e de que forma o consumo das pessoas pode causar menos impacto ambiental. “As crianças lançaram esse olhar sobre a arte como uma possibilidade de mudar a vida das pessoas. Pesquisaram e discutiram a valorização dos catadores. Também repensaram o papel que eles próprios desempenham nessa sociedade”, explica Jucymar.